O presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, afirmou na tarde de ontem (30), que continua à frente do partido em Santa Catarina e permanece como candidato à vice-governador na chapa da polialiança, conforme decisão soberana da convenção estadual, realizada no último sábado em Florianópolis. A manifestação foi em resposta às informações divulgadas nos veículos de comunicação nacionais e estaduais, que colocaram as intenções expostas pela executiva nacional de punir o presidente catarinense como fato consumado. Moreira lamenta pela postura arbitrária e antidemocrática da direção nacional do partido e considera odiosa a condição de subserviência a que o Partido, em nível nacional, se submete em relação ao PT. Nesta quinta-feira haverá reunião da comissão de ética do partido, em Brasília, onde será decidido sobre a continuidade ou não, do processo de punição à Eduardo Pinho Moreira.
Para instaurar qualquer processo contra Moreira, pelo menos 2/3 de um grupo de nove integrantes deverá votar a favor da intenção da executiva. O presidente catarinense vai aguardar o desenrolar da reunião que acontece amanhã, para tomar providências sobre a sua defesa. “Os rumos do PMDB catarinense foram decididos pelo partido em Convenção, eles não tem o direito de intervir dessa forma aqui, principalmente por uma imposição de outro partido”. Moreira prometeu utilizar o estatuto do partido e todos os recursos possíveis para fazer valer a decisão tomada no Estado. “Se o partido me tirar o direito de me defender, a justiça vai me defender”, afirmou o ex-governador, convicto de que a atitude da cúpula nacional não irá conseguir desmoralizar o PMDB de Santa Catarina.
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